
Portugal sem carvão: um marco histórico rumo à neutralidade carbónica
Publicado em 22 de novembro de 2021 por Catarina Costa
- Transição Energética
- Empresas e ESG
O dia 20 de novembro de 2021 marcou um momento decisivo na história energética nacional.
Com o encerramento da Central Termoelétrica do Pego, em Abrantes, Portugal deixou oficialmente de produzir eletricidade a partir de carvão, o combustível fóssil mais poluente do planeta.
O fim de uma era: adeus à Central do Pego
Depois de quase três décadas de funcionamento, a Central do Pego esgotou o seu stock de carvão e encerrou definitivamente a produção de energia através da queima deste combustível.
A central, em operação desde 1993, foi durante anos uma das principais fontes de energia térmica do país.
Portugal antecipa a transição energética
O abandono do carvão estava previsto para 2030, mas Portugal antecipou a meta em quase uma década.
Com este encerramento, Portugal torna-se um dos primeiros países do mundo a deixar de utilizar carvão na produção de eletricidade.
De Sines ao Pego
A Central Termoelétrica de Sines encerrou em janeiro de 2021.
Juntas, as duas centrais eram responsáveis por cerca de 4% das emissões de dióxido de carbono registadas em Portugal na última década.
O encerramento traduz-se numa redução expressiva das emissões nacionais, consolidando o compromisso do país com as metas do Acordo de Paris e com o Plano Nacional Energia e Clima.
O desafio da transição justa
O fim da atividade da central do Pego abre espaço a uma nova pergunta: que energias irão substituir o carvão?
O futuro da estação deverá passar por energias renováveis mais limpas e inovadoras, aproveitando a infraestrutura existente de ligação à rede elétrica.
Hidrogénio verde e novas tecnologias
Estão previstos projetos industriais e energéticos para o local, incluindo:
- Produção de hidrogénio verde através de eletrolisadores;
- Instalações de energias renováveis e gases renováveis;
- Fabrico de pequenos veículos elétricos e equipamentos tecnológicos associados.
Estes investimentos representam a reconversão de um polo industrial obsoleto num centro de inovação energética.


